kwee 1aÉ um grande prazer para o Centro de Estudos Buddhistas Nalanda anunciar a primeira vinda do Prof. Dr. Maurits Kwee ao nosso país, para um programa de ensinamentos e práticas em Sergipe e Minas Gerais, incluindo o Retiro de Carnaval 2016 no Nalandarama.

O Dr. G.T. Maurits Kwee é PhD em Psicologia Clínica e Fundador do Institute for Relational Buddhism & Karma Transformation, Holanda, além de Faculty Member do Taos Institute (USA) e da Tilburg University (Holanda).

Adepto do Zen e do foco no coração desde sua juventude, ele obteve um doutorado em ciências médicas da Erasmus University de Rotterdam. Dr. Kwee foi Visiting Prof. e Research Fellow da Waseda University, Tokyo, e da Universidad de Flores, Buenos Aires.

Como clínico, pesquisador, supervisor e organizador de 13 convenções internacionais, ele ensinou em vários países e foi chairman da Transcultural Society for Clinical Meditation (Japão) e board member da Society for Constructivism in the Human Sciences (USA).

Dr. Kwee projetou uma psicologia integral e secular inovadora do Buddhismo que transcende as escolas buddhistas tradicionais. Seu centro é encontrar a felicidade enquanto alegria e contentamento em meio às adversidades da vida pela Transformação do Karma do medo, da raiva e da tristeza.

Após sua aposentadoria, ele dedica sua energia a apresentar a psicologia buddhista e a psicoterapia/aconselhamento e dissemina um ensinamento buddhista rejuvenescido enquanto um método de estímulo da higiene mental por meio da inoculação do estresse.

Dr. G.T. Maurits Kwee e Ricardo Sasaki participaram juntos de várias conferências internacionais no últimos anos, e o Centro Nalanda sente-se muito contente em promover sua visita ao Brasil e os vários ensinamentos que serão dados.

Confira o programa em detalhe no final da página

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PROGRAMA EM BELO HORIZONTE/MG

  • Data: 5 a 14 de fevereiro
  • Local: Nalandarama, o centro de retiros do Nalanda em Minas Gerais(40 min de Belo Horizonte)
  • Os eventos serão realizados em nosso centro de retiros num tranquilo lugar a 40 minutos da cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais. Situado próximo à Serra do Rolamoça em Casabranca ~ o local é ideal para o desenvolvimento da calma e introspecção interior.
  • No ato da inscrição você deve nos avisar se irá de carro ou necessitará de uma carona com nossa van.

Programa I: Quatro Workshops (A Meditação)

Este programa ocorre durante os dias de Carnaval.

Workshop 1 – 6/2, sábado: A Pura Observação Vigilante (Mindfulness) + as Meditações da Respiração, Sentir e da Morte | Será abordado o Tema 1, ver abaixo no final da página

Workshop 2 – 7/2, domingo: O Buddhismo Grego Antigo/Pan-Buddhismo/Buddhismo como Apollo + Meditação da Respiração e da Morte  | Será abordado o Tema 4, ver abaixo, ver abaixo no final da página

Workshop 3 – 8/2, segunda: O Buddhismo de Borobudur em Java / O Buddhismo do Bodhisattva em Borobudur / Amorosidade, Compaixão e as Meditações do Homem Astuto | Será abordado o Tema 5, ver abaixo, ver abaixo no final da página

Workshop 4 – 9/2, terça: Transformação do Karma por meio do Diálogo + Exercícios e Demonstração do ABCEF | Como as emoções surgem e como modificá-las  | Será abordado o Tema 3, ver abaixo, ver abaixo no final da página

Participação:

Os seguintes valores válidos até 30/11:

Programa I: R$ 720,00 (os quatro dias inteiros)

Participação isolada: R$ 200,00 ao dia

 

Programa II: Quatro Workshops e meio (O Diálogo)

Workshop 1 – 10/2, quarta: Buddhismo 4.0 + as Meditações do Riso, Sorriso e Canto | Será abordado o Tema 2, ver abaixo, ver abaixo no final da página

Workshop 2 – 11/2, quinta: Buddhismo enquanto Psicologia + As Meditações da Respiração, Sentir e do Coração Pleno | Será abordado um dos tópicos do Tema 2, ver abaixo, ver abaixo no final da página

Workshop 3 – 12/2, sexta: ‘Merdas Acontecem’, Transformação do Karma + Demonstração Viva em ABCDE + Como as emoções surgem e como modificá-las  | Será abordado um dos tópicos do Tema 3, ver abaixo, ver abaixo no final da página

Workshop 4 – 13/2, sábado: ‘Uma Porcaria chamada Karma’, Transformação do Karma + Exercícios em ABCDE + Como as emoções surgem e como modificá-las | Será abordado um dos tópicos do Tema 3, ver abaixo, ver abaixo no final da página

Encerramento – 14/2, domingo pela manhã: Perguntas & Respostas

Participação:

Programa II: R$ 600,00 (os quatro dias inteiros)

Participação isolada: R$ 180,00 ao dia (domingo é gratuito para quem participar do Programa II)

Participação nos Programas I e II completos: R$ 1200,00

 

Válido para os dois Programas:

  • Local: Nalandarama, o centro de retiros do Nalanda em Minas Gerais. Confira link para mapa e direções.
  • Os participantes receberão dois livros do professor Kwee após a inscrição.
  • Preferência de hospedagem será dada a quem fizer o programa inteiro. Se houver vaga nos quartos os participantes isolados poderão passar a noite. Se não houver vaga ou se preferir não se hospedar nos quartos, será possível (1) acampar desde que tragam barraca, (2) dormirem em acomodações fora do retiro, (3) ou indo e voltando à noite para BH. Nesses três casos, oferecemos 10% de desconto.
  • Os valores acima são para os quartos triplos. Aqueles que desejarem quartos duplos devem acrescentar 10%.
  • Vagas preenchidas estritamente por ordem de inscrição com depósito. Recomenda-se fazer sua inscrição o quanto antes.
  • Membros do Nalanda (alunos regulares ou membros à distância) poderão pleitear 10% de desconto; ou oferecerem estes 10% como dana para o Centro e suas novas construções.
  • Os descontos não são cumulativos; você deve escolher qual.
  • Consulte-nos sobre qualquer dificuldade em investir com essa quantia. Parcelamos os valores em até 10X, principalmente se as parcelas começarem desde já.
  • Desistências até 23 de dezembro: devolução integral do depósito; depois dessa data, devolução de 80% do valor até 20 de janeiro; 50% do valor entre 20/01 e 29/01; e de 30% com menos de 1 semana do início do retiro.

Consulte-nos sobre descontos caso você queira participar do retiro em BH e também dos eventos de Aracaju. Email: nalanda@nalanda.org.br e tel: 031.99651.6369

No ato da inscrição você deve nos avisar se irá de carro ou necessitará de uma carona com nossa van.

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PROGRAMA EM ARACAJU/SE

  • 27 de janeiro(quarta-feira)
    • Palestra “O Buddha como Terapeuta & a Meditação como Instrumento de Cura” ~ das 19h30 às 21h00
    • Participação: R$ 30,00
    • Faça sua inscrição agora! ou direto no local
    • Local da palestra:
      UNIPAZ

      Av. Beira Mar, s/n (Pq. dos Cajueiros – em frente ao Petrox)
      Telefones: André (79) 99931 7245 ou Rita (79) 99191 5441
      Aracaju – SE, 49025-370
      E-mail: nalandaracaju@gmail.com | nalanda@nalanda.org.br

  • 29 a 31 de janeiro (sexta, sábado e domingo, com várias oportunidades de participação)
    • Workshop 1 – 29/1 (sexta-feira) : A Pura Observação Vigilante (Mindfulness) + as Meditações da Respiração, do Sentir e da Morte | Será abordado o Tema 1, ver abaixo
    • Workshop 2 – 30/1 (sábado): Buddhismo 4.0 (enquanto Psicologia) + as Meditações do Riso, Sorriso e Canto | Será abordado o Tema 2, ver abaixo
    • Workshop 3 – 31/1 (domingo de manhã): Transformação do Karma + Exercícios em ABC  | Será abordado o Tema 3, ver abaixo

PARTICIPAÇÃO:

Workshop 1: R$ 180,00

Workshop 2: R$ 180,00

Workshop 3: R$ 90,00

Os 3 Workshops:  R$ 350,00

  • O Workshop 1 não inclui café da manhã e começa às 9h00. Inclui almoço e jantar.
  • O Workshop 2 inclui café da manhã, almoço e jantar.
  • O Workshop 3 termina após o almoço e inclui café da manhã e almoço.
  • Os participantes receberão dois livros do professor Kwee após a inscrição.
  • O que levar: almofada para meditar; manta para colocar abaixo da almofada; higiene pessoal
  • Faça sua inscrição agora!
  • Local do retiro:
    Casa São José
    Povoado Rio das Pedras
    Areia Branca – Sergipe
    Entrada do Junco
    Telefones: André (79) 99931 7245 ou Rita (79) 99191 5441
    E-mail: nalandaracaju@gmail.com | nalanda@nalanda.org.br

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Visão Geral:

Buddha como Terapeuta: Meditação & Conversas

Neste multi workshop os participantes são convidados a descobrir as técnicas de transformação do karma inseridos no quadro geral do Buddhismo Relacional ou Buddhismo 4.0, uma abordagem secular/não-religiosa do Buddhismo, um Buddhismo visto como psicologia/terapia-aconselhamento-coaching.

Esta abordagem almeja a transformação da conduta, da mente e da linguagem que contêm o tom e a mensagem conversacional (conversa consigo mesmo e conversa com o outro) que desembocam no humor não sadio e em cenários perturbadores da expressão emocional interpessoal. A ênfase será na alteração dessas tendências irracionais na direção de uma ação intencional sadia, isto é, autodiálogo, que é visto como interdependentemente relacionado ao pensamento, sentimento, motivo, comportamento e inter-mente.

Isso será feito na tradição do Buddha Gautama que denominou a si próprio como ‘kammavadin’, um especialista na ação intencional, ou seja, karma (kamma) que está centrado na ganância e no ódio devido à ignorância a respeito do funcionamento da mente.

Os workshops interativos abrangem e explicam temas e conceitos centrais, pan-buddhistas, e os traduzem em seus termos psicológicos análogos. Almeja-se um entendimento adequado da arte habilidosa de focar e transformar os temas perturbadores dos clientes e/ou participantes. Iremos também sublinhar os detalhes da Psicologia Buddhista e dez exercícios meditativos incluindo a “plenitude do coração”.

A Psicologia Buddhista será explorada num compasso com a Transformação do Karma, e demonstrada na prática colaborativa. A resposta de voluntários será trabalhada diante dos participantes. Haverá amplo espaço para a troca mútua durante esses dias: Perguntas & Respostas, deliberações e discussões. A ideia básica desses dias será o compartilhamento, corporificação e infusão de vida e vivacidade nos ensinamentos tradicionais.

Um amplo material em língua inglesa será oferecido para aqueles que fizerem a inscrição, mas a participação e aproveitamento nos workshops não será dependente dessas leituras.

Temas em Detalhe:

TEMA 1

Plenitude do Coração (observação vigilante/mindfulness pura): Como se relacionar com os sentimentos e pensamentos aqui e agora?

Uma experiência com a mãe de todas as meditações tal como praticada durante 2600 anos por numerosos Buddhas que encontraram a paz dentro de si e consigo mesmos. A habilidade da plenitude do coração foi desenvolvida e transmitida por gerações e sintetizada aqui em 8 passos: tranquilização, absorção, originação dependente, vazio/não-eu, não, matar o Buddha, inter-mente e desconstrução. Este processo enriquecedor da vida é fundamentado no treinamento de como aceitar incondicionalmente o fluxo do sentir/pensar/fazer. Ele se insere na psicologia buddhista não-religiosa/secular.

O objetivo é ir além da famosa plena atenção (mindfulness) redutora de estresse. O exercício de escolha é #sentir o foco no coração que clareia que eu e si mesmo são construções linguísticas e que torna compreensível o significado da vida como estar vivo. O esforço sem esforço é chegar a conhecer o eu enquanto ser e desmascarar o si mesmo como uma imagem-conceito dualista. Esvaziar as auto-ilusões separativas e desativar a ilusão da Verdade Transcendental é uma prática contemporânea de desconstrução social. Prestar atenção a isso aumenta a consciência da vida como uma série de momentos aqui-agora que torna fúteis o apego ao ontem e ao amanhã.

Este workshop interativo almeja a felicidade neste mundo como um efeito colateral da plenitude do coração em ação durante o pensamento criativo e o concomitante comportamento-no-fluxo. A maior experiência é o vazio derradeiro do si mesmo (via natureza-de-buddha até o Buddha-dentro) que abre nossa interconexão relacional como uma realidade a ser vivida de maneira habilidosa, como um Buddha sorridente em meio à adversidade.

TEMA 2

A Psicologia no Buddhismo: Como tornar-se amigo de si mesmo?

Uma experiência do Buddhismo não-teísta: onde ele se originou, quais suas bases e como enriquecer nossas vidas por seu intermédio? Abordaremos uma visão abrangente pan-buddhista que engloba a psicologia. Almejando nos tornar nosso melhor amigo, isso vai além da plena atenção/mindfulness enquanto redução do estresse.

Um modo de chegar a isso é por meio da plenitude do coração: contemplação da morte, yoga do riso e meditação do sorriso. A quintessência é o cultivo do contentamento e do bom humor, auto-aceitação incondicional, equilíbrio, humor, tolerância, coração aberto e gentileza em relação a si mesmo em meio a uma vida de emoções negativas e a tolerância da tristeza, do medo e da loucura, capacitando-nos assim a sentir novamente a alegria.

Esses exercícios se dão dentro de um workshop interativo abordando a vida e os ensinamentos do Buddha histórico (um ser humano mortal e falível). Embora o conteúdo seja elevado, ele nunca se declarou um profeta ou uma divindade.

Colocando de lado a metafísica sua mensagem do vazio não se refere a um transcendente mas a um aqui e agora e é identificável como uma psicologia secular mais que uma religião. Ela gera (karma) um sentir-pensar-fazer sadio por meio do treinamento equilibrado do autodiálogo inspirado por uma atitude de vida de bondade, compaixão e alegria.

A ideia básica do Buddhismo, como o não-eu e eu-como-ilusão, é explicada por meio do que aqui é cunhado como Antigo Buddhismo Grego de modo a adquirir e aplicar a arte e ciência de relacionamento com o eu (e com outros também) na vida diária.

TEMA 3

Transformação do Karma do estresse: como cultivar o autodiálogo da ação construtiva?

Uma experiência interativa da arte e ciência da conversação metodológica ao longo de linhas buddhistas que almeja a transformação do karma (definido como ação intencional) e que inclui uma demonstração presencial.

Este workshop é para todos que profissional ou pessoalmente estão interessados em obter um insight sobre si mesmo e no equilíbrio da vida (de si mesmo e dos outros). Apresentado por um psicólogo muito antes do termo ‘psicologia’ ter sido cunhado, O Buddha foi um precursor do lidar com as emoções contidas e confusas por meio da transformação da autosabotagem, da conduta e da cognição. Apesar de não tão óbvio, as práticas buddhistas de esvaziamento da mente e da desconstrução do self/ego são congruentes com as bases do aconselhamento, trabalho clínico e coaching empresarial e de liderança contemporâneos.

Os participantes devem estar dispostos a corporificar o espírito construtivo da amorosidade, da compaixão empática e da alegria apreciativa na sabedoria meditativa e na harmonia relacional. Tais atitudes básicas abrangem os fatores gerais na transformação da mente da tristeza, confusão e medo para uma alegria e contentamento na conversa com o conselheiro, coach ou terapeuta inseridos no reino do autodiálogo kármico diário.

Este workshop revela ingredientes para uma apresentação inspiradora com humor e seriedade. Oferece um insight de sabor buddhista durante as conversações clínicas por meio de uma troca vívida com a audiência. Almejando uma mentalidade desperta, os estudantes obtém um insight profundo um habilidade buddhista secular inovadora com impactos abrangentes na vida.

TEMA 4

Buddha como Apolo: Introdução às Meditações Terapêuticas e ao Diálogo Transformador

Este workshop é sobre a prática e as bases das meditações de cura e dos diálogos transformadores, fundamentados na Terapia Comportamental Racional Emotiva, almejando a desintoxicação daquilo que o Buddhismo chama de três venenos: ganância, ódio e ignorância presentes na mente. Esses temas são ainda relevantes nos dias atuais como pode ser notado na ganância e ódio presentes na sociedade.

Em termos contemporâneos a ganância se refere ao medo de perder e à tristeza quanto ao que se perdeu. O ódio se refere à raiva ou agressividade em relação aos outros ou a raiva em direção a si mesmo, também conhecido como depressão. Em resumo, isso se trata de discernir os sentimentos ruins (tristeza, loucura e medo) e transformá-los no se sentir alegre, contente e feliz.

O workshop lida com a meditação em relação ao vazio e com o diálogo terapêutico para a transformação dos três venenos, uma narrativa psicológica que sublinha alguns momentos da vida do Buddha e alguns dos mais relevantes eventos do pan-Buddhismo. Sua essência é desmitologizar a pessoa do Buddha e a secularização do Buddhismo no contexto do ajuste de seu ensinamento sobre o karma para o século 21.

O resultado é denominado Buddhismo 4.0, uma forma secular de Buddhismo que lida com a psicoterapia e com a psicologia que não se opõe ao Buddhismo enquanto busca da libertação para a humanidade (1.0), como movimento religiosos (2.0) e como filosofia ética (3.0).

TEMA 5

Uma Psicologia da Bondade Esculpida na Pedra (O Caminho do Vazio do Bodhisattva @ Borobudur)

Um workshop que é uma introdução ao cume do Mahāyāna tal como retratado em Borobudur, uma gigantesca construção em forma piramidal protegida pela UNESCO. Seu mistério será revelado numa excursão virtual a esta universidade a céu aberto onde os estudantes aprenderão a se tornarem Bodhisattvas (futuros Buddhas) em 10 passos, guiados por 5 livros e narrativas gráficas com quase 500 painéis. Uma caminhada de 5 km pode culminar na natureza do vazio (uma experiência de reinicialização) imbuída de amorosidade, compaixão empática e alegria compartilhada.

A construção da majestosa mandala no formato de stupa data do ano 800 e se localiza entre dois vulcões gêmeos em Java. Suspeita-se que a maravilha feita com pedras de lava serviu como local cerimonial onde reis foram coroados como Bodhisattvas e ainda hoje é um lugar de peregrinação e glorificação do Buddhismo. Definitivamente foi um presente real à humanidade enquanto centro educacional. Sua ascensão pode ser instrumental na realização do despertar em uma vida. Ela também retrata uma psicologia do Buddhismo Relacional onde significado e felicidade são derivados do cuidado interpessoal no equilíbrio intrapessoal sob o fundo da natureza vazia. Em certo sentido isso abarca uma visão construtivista social pós-moderna da mensagem buddhista por meio da iluminação do vazio de verdades transcendentais e a elucidação da Intermente-entre-os-não-eus. Com efeito, nesta viagem experiencial/virtual teremos a subida AHA e a descida HAHA que completa o ciclo total da jornada dos buscadores.

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6 COMMENTS

  1. Concernente ao tema 4, caso a expressão “depressão”, presente no 2º parágrafo, tenha sido empregada como sinônimo de distimia ou depressão nervosa, discordo categoricamente da afirmação de que a depressão é “a raiva em direção a si mesmo”.

    Conforme a classificação internacional de doenças ou CID-10, como é conhecida, lê-se em F32 e F33, respectivamente, que a depressão é um transtorno psiquiátrico que pode afetar a qualquer pessoa, independentemente do sentimento que nutra por si mesmo.

    Com mett?,
    Leandro

  2. Como médica psiquiatra, também concordo com você, Leandro.

    Desculpa a sinceridade, mas quem escreveu tal artigo foi profundamente infeliz ao abordar o tema “depressão” com tamanha falta de conhecimento. Certamente, quem o escreveu desconhece o que, de fato, é a depressão, assim como as suas causas.

    O mais lamentável é que não é a primeira vez que vejo este tema ser retratado, em sites budistas, de forma tão lastimável.

    Sugiro, muito respeitosamente, que vocês, que fazem o site, atenham-se tão somente a doutrina ensinada pelo Buda; sem acréscimos de cunho pessoal e, sobretudo, textos fora do ponto de vista científico.

    Cabe alertá-los de que a depressão é uma doença multifatorial, que pode ser ocasionada até mesmo por falta de serotonina, um neurotransmissor produzido no tronco encefálico. Portanto, sem mais me estender, considero tal ponto do texto um desserviço àqueles que buscam informação acerca do tema e, por falta de sorte, depararam-se com tal artigo.

    Nas entrelinhas do mesmo, fica subentendido que o portador de depressão é seu próprio algoz. Creditando-o, assim, como incompassivo, egocêntrico e, mais claramente, “raivoso”. Lamentável tal ponto do texto…

  3. Obrigado Leandro, Maria Aparecida e Renata por suas opiniões, incluindo o lamento e indignação da Renata por uma frase que ela considera lamentável. Eu não tentarei aqui explicar os motivos do autor em se expressar assim, já que essas são traduções feitas do texto escrito pelo autor (que é doutor em psicologia e ciências médicas pela Erasmus University de Rotterdam e com passagem por diversas universidades do mundo) e não por nós do site. As razões para ele se expressar assim podem ser buscadas diretamente com ele, caso desejem. Porém, permitam-me levantar alguns pontos que talvez tenham passado desapercebidos por vocês. Por vezes, quando ficamos envolvidos demais em nossos próprios campos especializados, esquecemos que as palavras só adquirem significados quando inseridas em contextos, contextos estes definidos pelas áreas de especialização e que podem estar em conflito com definições provenientes de outros campos. Vocês três parecem supor muito rapidamente que todo o mundo deveria usar a palavra estritamente no sentido que a psiquiatria a define atualmente. A palavra depressão, porém, tem uma história bem anterior ao surgimento da psiquiatria moderna, bem como pode ser usada nos tempos modernos diferentemente em outros campos. Acredito que vocês não se revoltariam com alguém mencionar a Grande Depressão americana de 1929 com termos bem diferentes daqueles da psiquiatria, não? Quando a Renata expressa que o site deveria se ater tão somente à doutrina buddhista, sem se intrometer na área psiquiátrica, ela mesma parece ultrapassar os limites da área em que é especialista. Primeiramente ela não sabe com certeza qual o sentido que a palavra pode ter no buddhismo ou na concepção particular em que tal professor a apresentará, porém ela a priori supõe que a palavra só pode ter um único sentido inequívoco, aquele de sua própria área especializada, e que todo o mundo deve fazer uso dela segundo tal convenção. A palavra depressão não foi usada no texto como sendo “depressão clínica”, nem está presente no texto que está sendo usada segundo o ponto de vista científico ocidental. Ainda que eu entenda a preocupação dos psiquiatras em ter claro para o público o que é a depressão tal como vocês a definem, seria de boa convivência não imaginar que o mundo inteiro, e até mesmo aqueles que usaram da palavra em tempos antigos, a devam obrigatoriamente usar segundo as normas do CID-10 estabelecidas pela OMS em 1989, sob pena de serem acusados de serem escritos “lamentáveis, lastimáveis e infelizes”. Outro ponto que gostaria de levantar é o de que, no Buddhismo, há uma tendência em pensar que qualquer fenômeno mental, derradeiramente, provém, direta ou indiretamente, de seis “raízes” mentais, três benéficas e três prejudiciais. Tendo isso como pressuposto, é natural e esperado que buddhistas tentem descobrir nos fenômenos mentais, qual dessas seis raízes estão atuantes em cada caso (se os buddhistas e o Buddha estão certos ou não em pensar assim é outra questão), e talvez seja isso o que o autor do texto esteja indicando. Como eu disse, não tenho a intenção ou pretensão de falar em nome do autor, mas estes são alguns pensamentos que talvez possam contribuir um pouco para modificar a revolta e a indignação de vocês.

  4. Bom, vamos por partes… Primeiramente, cabe ressaltar que a palavra “depressão”, conforme está empregada no texto, assume, indubitavelmente, a acepção de “depressão clínica”, e, dentro do contexto em que está inserida, realmente não me parece ter sido empregada referindo-se a “definições provenientes de outros campos” e tampouco à Grande Depressão americana de 1929 (risos).

    Cabe, ainda, alertá-los de que a “tendência em pensar que qualquer fenômeno mental, derradeiramente, provém, direta ou indiretamente, de seis “raízes” mentais, três benéficas e três prejudiciais” é tão somente uma crença, sem qualquer embasamento científico. Portanto, é preciso sempre muito cuidado ao abordar temas tão complexos a fim de não transformar crenças em verdades absolutas, pois, a meu ver, é justamente nesse ponto em que o budismo se apresenta mais compassivo em relação às demais religiões.

    Por fim, gostaria de compartilhar com vocês, se me permitem, a história real de uma paciente que atendi em meu consultório no ano de 2011: a paciente, que estava em depressão devido ao suicídio prematuro de sua filha aos 20 anos de idade, estava, segundo a própria, “estudando o budismo” e, ao visitar um “mosteiro” no Rio de Janeiro, conhecido como Sociedade Budista do Brasil, um monge (até bem conhecido) da escola Theravada — se quiser eu digo o nome em “off-line”, visando, em respeito, resguardar sua identidade publicamente — afirmou de modo veemente, durante uma palestra realizada no local, que “os suicidas não obterão na ‘próxima vida’ um ‘renascimento’ como humanos, mas sim como animais ou ‘fantasmas famintos’…”. Conclusão, esta paciente — que fora ao “mosteiro” justamente buscar conforto espiritual para o suicídio prematuro de sua filha —, suicidou-se, poucos dias depois, acreditando piamente que sua filha estaria em “maus lençóis” devido ao fato de ter posto um fim à sua própria vida.

    Sendo assim, peço encarecidamente a nós, budistas de todo o mundo, que não transformemos crenças em verdades absolutas. É preciso que tenhamos muita humildade em reconhecer-nos, ainda que budistas, como seres ignorantes, desprovidos de uma verdade absoluta e irrefutável.

    Por fim, deixo-os com aqueles que considero, particularmente, como os mais profícuos dizeres atribuídos do Buda: “Não se apresse em acreditar em nada, mesmo se estiver escrito nas escrituras sagradas. Não se apresse em acreditar em nada só porque um professor famoso que disse. Não acredite em nada apenas porque a maioria concordou que é a verdade. Não acredite em mim. Você deveria testar qualquer coisa que as pessoas dizem através de sua própria experiência antes de aceitar ou rejeitar algo.”

    Sem qualquer indignação ou revolta, despeço-me com Metta,
    Renata Viana

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