Os últimos dias

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O Mahā Parinibbāna Sutta [1], o discurso sobre a morte do Bem-Aventurado, registra em tocantes detalhes todos os eventos que aconteceram durante os últimos meses e dias da vida do Buddha.

O Bem-Aventurado havia alcançado a madura idade de oitenta; seus dois principais discípulos, Sāriputta e Mahā Moggallāna haviam falecido três meses antes. Pajāpati Gotami, Yasodharā e Rāhula tampouco viviam. O Buddha estava então em Vesāli, e como a estação chuvosa havia chegado, foi passar as chuvas com um grande grupo de monges em Beluva. Ali uma … Continue lendo

Equanimidade, Autocompostura e Devadatta

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Equanimidade e autocompostura

Entre todas as vicissitudes da vida – ganho e perda, reputação e má fama, elogio e censura, dor e felicidade [1] – o Buddha nunca se alterou. Ele era firme como uma rocha sólida. Tocado pela felicidade ou pela dor ele nunca mostrava nem euforia nem depressão. Jamais encorajou disputas ou animosidade. Dirigindo-se aos monges, disse uma vez: “Não discuto com o mundo, monges. É o mundo que discute comigo. Um expoente do Dhamma não discute com ninguém no mundo”.[2]

Ele admoestou seus discípulos com estas palavras:

“Monges, se outros … Continue lendo

Ministrando aos doentes

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Era grande, de fato, a compaixão do Mestre pelos doentes. Em uma ocasião o Bem-Aventurado encontrou um monge, Pūtigatta Tissa, atormentado por úlceras infeccionadas deitado em sua cama suja. Imediatamente o Mestre preparou água quente, e com a ajuda do Venerável Ānanda o lavou, ternamente cuidou dele com as próprias mãos e ensinou o Dhamma, permitindo-lhe assim alcançar o estado de arahat antes de morrer. Em outra ocasião, também, o Mestre cuidou de um monge doente e admoestou seus discípulos assim: “Quem quer, monges, que queira seguir … Continue lendo

Mulheres no Buddhismo

pajapati

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A Ordem das Monjas

No começo da Ordem, apenas homens eram admitidos à Sangha, já que o Buddha relutava em admitir mulheres. Mas havia muitas mulheres devotas entre os seguidores leigos que tinham um forte desejo por uma vida de renúncia enquanto monjas. Levada por sua força de vontade, Pajāpati Gotami, a mão adotiva do Buddha, em companhia de muitas damas nobres, aproximou-se do Buddha, solicitando a ele que lhes concedesse a ordenação. Mas o Buddha ainda hesitava em aceitá-las. Notando a frustração delas, e levado por seu … Continue lendo

Discípulos Principais

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Rājagaha, a capital do reino de Magadha, foi um dos primeiros lugares visitados pelo Buddha após sua iluminação. Como um asceta vagante nos primeiros dias de sua renúncia, ele havia prometido ao Rei Seniya Bimbisāra que ele visitaria Rājagaha quando alcançasse o objeto de sua busca. O Rei Bimbisāra foi vencido pela alegria à visão do Buddha, e tendo ouvido seus ensinamentos, tornou-se um seguidor leigo. Sua devoção ao Buddha tornou-se tão ardente que dentro de alguns dias ofereceu a ele seu jardim de prazeres, Veluvana, para sua residência. Rājagaha durante … Continue lendo

O Problema das Castas

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A casta, que era assunto de vital importância para os brāhmaṇas da Índia, era de completa indiferença para o Buddha, que condenava fortemente o degradante sistema de castas. Em sua Ordem de Monges todas as castas se unem como os rios do mar. As pessoas perdem seus nomes, castas e clãs, e tornam-se membros de uma comunidade – a Sangha. Falando do igual reconhecimento de todos os membros da Sangha, o Buddha diz: “Assim como, ó monges, os grandes rios Gangā, Yamunā, Aciravati, Sarabhū e Mahi, chegando ao … Continue lendo

A Verdadeira Purificação

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Na compreensão das coisas, nem a crença nem o medo desempenham qualquer papel no pensamento buddhista. A verdade do Dhamma pode ser atingida somente pelo insight, nunca pela fé cega ou pelo medo de algum ser conhecido ou desconhecido. Não apenas o Buddha desencorajava a crença cega e medo de um Deus onipotente como maneiras inadequadas de compreender a verdade, mas ele também denunciava a ligação a ritos e rituais despropositados, já que o mero abandono de coisas exteriores, tais como jejum, banhar-se em rios, sacrifícios de animais e ato similares não tende a purificar um homem … Continue lendo

Estado de Buddha e de Arahat

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A Iluminação Perfeita, a descoberta e percepção das Quatro Nobres Verdades (o Estado de Buddha), não é a prerrogativa de um único ser escolhido pela divina providência, nem tampouco é um evento único e singular na história humana. É um feito aberto a quem quer que com esforço busque pureza e sabedorias perfeitas, e que com uma força de vontade inflexível cultive o pāramī, as perfeições que são os requisitos para o estado de Buddha e o Nobre Caminho Óctuplo. Houve Buddhas no passado longínquo e haverá Buddhas … Continue lendo

O Ministério do Buddha

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Durante seu longo ministério de quarenta e cinco anos, o Buddha caminhou largamente pelos distritos do norte da Índia. Mas durante o retiro das chuvas (vassa) ele geralmente ficava num lugar. Aqui segue-se um breve esboço de seus retiros coletadas de textos:

1º ano: Varanasi. Após a primeira proclamação do Dhamma na lua cheia de julho, o Buddha passou seu primeiro vassa em Isipatana, Varanasi.

2º, 3º e 4º anos: Rajagaha (no arvoredo do bambu, Veluvana). Foi durante o terceiro ano que Sudatta, um chefe de família de … Continue lendo

A Divulgação do Dhamma

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Após isso o Buddha passou o vassa [1] no Parque das Gazelas em Isipatana, sagrado até o dia de hoje para mais de 600 milhões da raça humana. Durante esses três meses de “chuvas”, cinquenta outros chefiados por Yasa, um jovem de posses, juntaram-se à Ordem. Então o Buddha tinha sessenta discípulos, todos arahats que haviam percebido o Dhamma e eram completamente competentes para ensinar a outros. Quando a estação das chuvas terminou, o Mestre dirigiu-se a seus discípulos imediatos com estas palavras:

Liberto eu sou, monges, de todos laços, humanos ou divinos. Vocês também estão livres … Continue lendo


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