o custo da desigualdade

Por Charles W. Elliott

Gandhi famosamente citou uma vez que: “O mundo provê o suficiente para todas as necessidades do homem, mas não para sua ganância”. Durante a última década presenciamos um acúmulo de riqueza sem precedentes, e com isso muito poder e influência, por uns poucos a custo de todos os outros. Essa crescente concentração de riqueza para uns poucos apesar das dificuldades dos pobres e de classe média é consequência da política econômica que favorece o interesse privado sobre o bem público. A desigualdade corrompe nosso sistema político. E eventualmente corrói a coesão social e arrisca causar inquietação na sociedade em geral.

A maioria das pessoas não tem a real perspectiva da enorme desigualdade em nosso sistema econômico. Menos ainda são os que entendem seus efeitos corrosivos. Como diz o escritor Michael Lind, em seu artigo “Ter e Não Ter”: [1]

A oligarquia americana não dispensa nenhum artifício para promover a crença que ela não existe, mas o sucesso desse desaparecimento depende igualmente do extremo esforço do público norte-americano que ansiosamente crê na ficção da igualdade e não admite ver o que está escondido à plena vista.

Este vídeo de seis minutos – “A desigualdade da riqueza nos EUA” (http://inequality.org/wealth-inequality-america/), que virou sensação viral na internet nesta primavera, com franqueza explica a disparidade econômica. O vídeo, com base em pesquisas dos economistas Michael Norton e Dan Ariely [2], mostra que a maioria dos norte-americanos gostaria de ver a riqueza do país muito melhor distribuída. Ao mesmo tempo subestimam grosseiramente o atual estado de desigualdade, que é muito maior do que creem.

 

Desigualdade de Riqueza e Renda  nos EUA

Nos EUA, a riqueza é altamente concentrada nas mãos de poucos. As estatísticas não dão a sensação real do problema, mas mostram uma realidade perturbante. O topo dos 1% controla mais de um terço de toda a riqueza privada. Os 19% seguintes controlam mais da metade; são os diretores, profissionais e donos de pequena empresas. Quase 90% da riqueza do país é controlada por somente 20% da população, deixando somente 11% aos 80% mais pobres, que são os assalariados. Se excluímos o valor dos imóveis residenciais, a riqueza financeira (ou seja o valor total de bens sem contar o valor da casa própria), o 1% mais rico tem uma porcentagem ainda maior, totalizando 42.1% da riqueza do país. [3]

No período depois da “grande recessão” os ricos continuaram ficando cada vez mais ricos, enquanto famílias normais continuaram penando. De 2009 a 2012 a riqueza real familiar cresceu somente 6%. A maioria desse ganho foi no ano passado (4.6%). Mas a distribuição desse ganho foi muito desigual. A riqueza do 1% mais rico cresceu 31.4% e dos 99% mais baixos somente 0.4%. Ou seja, o percentual mais rico capturou 95% do ganho econômico nos primeiros três anos da recuperação econômica. [4]

E mesmo dentre esses 1.5% da população mais rica a desigualdade é mais drástica ainda. Enquanto a média de renda dessa camada de 1.5% foi de $250.000, mesmo essa quantia é 2200% menor do que o que ganha a camada  0.01% mais rica da população!

 

O aumento da desigualdade é um problema global

A desigualdade econômica não é de maneira nenhuma um problema exclusivamente norte-americano. Como um relatório da Oxfam Internacional notou [5], para os 1% mais  ricos “os últimos 30 anos foram uma verdadeira orgia de riqueza”. No Reino Unido, a “desigualdade está rapidamente voltando a níveis não vistos desde a época de Charles Dickens”. Na China, os 10% mais ricos levam 60% da renda da população.

Pelo mundo todo, a camada 1% mais rica da população adulta detém 40% da riqueza, mais do que os 95% mais pobres. (http://inequality.org/global-inequality).[6]

Ainda de acordo com o relatório da Oxfam, em 2012 os 100 bilionários do planeta aumentaram suas fortunas em $240 bilhões de dólares – o suficiente para acabar com a pobreza global quatro vezes. Se esses 100 mais ricos fossem um estado separado, a riqueza ultrapassaria o PIB de todos os países com exceção dos 8 mais ricos [7].

 

Qual o Custo para a Sociedade?

Tal concentração de riqueza nas mãos de poucos ameaça nossa política, nossa economia e nossos valores sociais. O Relatório Sobre Riscos Globais do Fórum Econômico Mundial põe a extrema desigualdade de renda como uns dos maiores fatores de riscos de 2013 [8].

A extrema desigualdade econômica universal ameaça os valores democráticos. Plutarco, sábio historiador grego, disse: “Um desequilíbrio entre ricos e pobres é o mais antigo e mal mais fatal de todas as repúblicas”. Em 1816, Thomas Jefferson notou explicitamente os perigos de uma aristocracia rica e estabelecida: “Sempre foram os que procuram riqueza a fonte da corrupção governamental. Nenhum outro repositório de poder é conhecido que não terminou com a transferência para seu próprio lucro a renda produzida por aqueles dos quais tomava conta”. Mais recentemente, o grande defensor da justiça social, Supremo Juiz da Corte Americana Louis Brandeis declarou: “Nesse país podemos ter ou a democracia ou a grande concentração de renda nas mãos de poucos; mas não as duas coisas”.

A influência política garantida pela riqueza é inevitavelmente corrosiva e contra o interesse público. A influência perversa do dinheiro na política americana foi piorada pela decisão da Suprema Corte americana no caso Citizens United versus Federal Election Commission. Nesse caso, a Corte decidiu que a primeira emenda constitucional permite o uso ilimitado de dinheiro de corporações, associações ou sindicatos trabalhistas para fins políticos. A aparência de que essa decisão permite uma nivelação do processo político é enganosa. Por exemplo, os 0,01% mais ricos por si sós gastaram quatro vezes mais que os sindicatos na campanha de 2012 [9]. Essas contribuições protegem os privilégios e a propriedade dos ricos, ou seja, faz dos super-ricos mais ricos ainda.

Não é de ser espantar, então, que muitos, com razão, acreditam que o sistema político norte-americano é montado para favorecer os ricos e poderosos. No livro Affluence and Influence: Economic Inequality and Political Power in America (Princeton University Press, 2012), Dr. Martin Gilens explora o relacionamento entre a desigualdade política e a econômica. Seu trabalho, baseado na análise de milhares de propostas de leis, e do apoio dessa propostas entre os pobres, os de classe média e dos ricos – mostra que há um enorme favorecimento aos ricos. Enquanto os pobres, os de classe média e os ricos não entram em acordo, a classe política ignora os pobres e os de classe média e se aproveita dos desejos dos ricos. Que tipo de democracia nós temos quando os desejos da grande maioria dos americanos são desprezados em favor dos ricos?

A profunda desigualdade também causa danos à economia em si. Enquanto alguma desigualdade ajuda o crescimento econômico dando incentivos aos que se arriscam na inovação, economistas reconhecem cada vez mais que profunda e disseminada desigualdade é danosa à economia ao mesmo tempo que ineficiente [10]. Berg e Ostry, economistas internacionais, postulam que altos níveis de desigualdade podem impedir o crescimento econômico a longo prazo, pois aumentam a possibilidade de futuras crises financeiras, desencorajando o investimento por causa de instabilidade política, causando governos a terem que fazer escolhas difíceis (como a escolha entre aumentar impostos ou cortar benefícios públicos), quando confrontados com crises, ou desencorajando o investimento na educação e na saúde aos pobres [11].

Tal desigualdade não só limita o índice de crescimento geral, mas previne também o crescimento do benefício à maioria. Consolidação de tanta riqueza e capital nas mãos de tão poucos é ineficiente pois diminui a demanda. Como o relatório da Oxfam afirma, se “’o dinheiro fosse mais igualmente distribuído através da população isso daria mais poder de compra a mais pessoas, o que aumentaria o crescimento e diminuiria a desigualdade” [12]. Ao invés disso, acontece o contrário. Logo, Joseph E. Stiglitz, recipiente do Prêmio Nobel, diz:

O que me preocupa é a ideia de que estamos num ciclo vicioso. Aumento de desigualdade significa uma economia mais fraca, que leva a mais desigualdade, que leva ao enfraquecimento da economia. A desigualdade econômica afeta a política econômica que dificulta a estabilização da fraca economia [13].

Mas o impacto nocivo de tal desigualdade é mais que econômico. No provocante livro, The Spirit Level: Why Greater Equality Makes Societies Stronger, os pesquisadores britânicos de saúde pública, Richard Wilkinson e Kate Pickett, levantam o argumento que os efeitos de severa desigualdade vão além da vida econômica e pioram vários problemas sociais, da má saúde à falta de confiança no governo. Eles investigaram a incidência de problemas de saúde e sociais em vários países e a relação dos mesmos com a desigualdade econômica nesses países. Sua conclusão: quanto mais desigual é um país, pior é seu desempenho em várias áreas, como expectativa de vida, mortalidade infantil, obesidade, bem-estar infantil, saúde mental, uso de drogas, gravidez na adolescência, homicídio, brigas e bullying entre crianças, taxa de prisão, nível de confiança mútua entre cidadãos, matemática e literatura, e mobilidade social.

A pergunta que causa controvérsia é se a desigualdade causa esses efeitos ou se é somente uma correlação. Wilkinson e Pickett consideram a questão e concluem:

É muito difícil ver como as enormes variações que existem de uma sociedade para outra no nível dos problemas associados com baixo status social podem ser explicados sem aceitar que a desigualdade é o denominador comum e uma forca danosa ao extremo.

 

Qual o Custo Moral?

Toda grande tradição religiosa ensina que a ganância e o egoísmo são nocivos, e ensina a generosidade e a igualdade. Lao Tza declarou: “Manifeste a simplicidade, abrace-a, diminua o egoísmo, tenha poucos desejos” (Tao-te Ching, Capitulo 19). No Evangelho de Lucas (12:15) lemos: “Então, ele disse a eles ‘Cuidado! Estejam de guarda contra toda forma de ganância; a vida do homem não consiste de abundância de suas posses’”. E em Mateus (19:24) foi ensinado: “De novo lhes digo, é mais fácil um camelo passar pelo vão d’agulha que um homem rico entrar no reino de Deus”.

No ensinamento muçulmano, o Alcorão (3:180) proclama: “Não deixe aqueles que guardam tudo que Deus lhes deu pensarem que é bom para eles; não, é pior. Tudo que guardam estará amarrado em seus pescoços como coleira no dia da Ressurreição”.

Nos ensinamentos buddhistas, a ganância, como também a raiva e a ilusão, são os “três venenos”, as três “más raízes” e os “três fogos” de onde vem o sofrimento. Dar aos outros com generosidade, em contraste, é o primeiro dos dez bons atos e das dez perfeições (pāramitā) que levam ao estado de Buddha.

Mesmo filósofos políticos modernos como John Rawls, que pensa que existe justificativa moral para a desigualdade, em apoio às estruturas democráticas de livre mercado, reconhece que as desigualdades socio-econômicos devem ser justas e ter benefício social. “Primeiramente, elas devem ser ligadas a posições e ofícios abertos a todos na condição de justa igualdade de oportunidade; e, em segundo lugar, devem ser para o beneficio maior dos menos avantajados” [14].

Claro, essas condições não existem hoje. Pelo contrário, a desigualdade econômica é bem ligada à desigualdade política. Os ricos ganham mais e mais poder e influência política e os pobres são sem poder, destruindo a “justa igualdade de oportunidade”. As condições contemporâneas de desigualdade em nenhum sentido ajudam os que têm menos vantagens. Ao contrário perpetuam e institucionalizam a desvantagem.

Quando consideramos o caráter moral da acumulação de grande riqueza, muitas vezes perguntamos: Como foi ganha? Uma vez ganha, ela é usada para fins egoístas ou benéficos? Com certeza, a riqueza pode ser produto de grande esforço em causa social. Mas, em geral, é resultado de coisas com herança ou especulação em mercados ao invés de inovação técnica. Nos EUA, enorme riqueza foi ganha com instrumentos financeiros num jogo marcado em que o risco foi externalizado e posto aos outros. Na Rússia durante a infame década de 90, praticamente a economia inteira foi rapidamente privatizada e vendida por preço político à fração do custo real. Grandes transferências de propriedade foram feitas através de “roubo, privatização do estado, manipulação de ações. Os futuros bilionários roubaram um trilhão de dólares do estado em fábricas, transportes, óleo, gás, ferro, carvão, e outro recursos até então estatais” [15]. Em outros países, como no Congo, grandes fortunas são feitas a base de exploração ilegal de recursos naturais e do trabalho humano em larga escala [15].

O acúmulo de riqueza para usos egoístas é ainda menos justificável. O Buddhismo reconhece que a riqueza pode ser adquirida e usada virtuosamente, e fala bem do uso da riqueza para ajudar os outros, mas a acumulação de bens enormes mais do que para o razoável conforto material, somente para fins egoístas, deve ser condenado. Tal egoísmo convida a inimizade, perpetua a desigualdade e reforça o falso senso de “eu” e “meu” que são a raíz da ilusão fundamental.

Em contraste, muitos benefícios e virtudes vêm da generosidade e das doações. Da perspectiva buddhista uma maravilhosa explicação dessas virtudes pode ser lida na seleção de ensaios em “Dana: A Prática do Doar” (ed. Venerável Bhikkhu Bodhi) acessível em http://www.accesstoinsight.org/lib/authors/various/wheel367.html

A Māgha Sutta diz que fazendo doações generosas se deixa a raiva para trás (Sn 506). O que tem coração generoso ganha o amor dos outros (Anguttara Nikaya, 5:34; iii 39) [16]. E no Itivuttaka (18) o Buddha diz:

Se as pessoas soubessem, como eu sei, os frutos de compartilhar presentes, elas não se aproveitariam deles sozinhas, nem a mancha da avareza obcecaria seus corações. Mesmo se fosse seu último bocado, sua última comida, elas não gozariam dela sem compartilhá-la, se houvesse alguém com quem compartilhar.

O aumento da desigualdade econômica divide nossa sociedade, quebra a comunidade, convida a inquietação social e inevitavelmente leva ao declínio nacional. Além de ser profundamente injusta. Temos que começar a pedir reformas políticas, econômicas e sociais que levem em conta a causa estrutural da desigualdade para que os valores básicos humanos de compaixão, compartilhamento e comunidade sejam afirmados e reforçados para todos.


 

[1] Michael Lind, “To Have and to Have Not,” Harper’s Magazine (June, 1995), accessible at http://www.hartford-hwp.com/archives/45/006.html

[2] Michael I. Norton and Dan Ariely, “Building a Better America−One Wealth Quintile at a Time”, Perspectives on Psychological Science 2011 6: 9 DOI: 10.1177/1745691610393524, available at: http://www.people.hbs.edu/mnorton/norton%20ariely%20in%20press.pdf

[3] E.N. Wolff, The Asset Price Meltdown and the Wealth of the Middle Class. New York: New York University (2012)

[4] Emmauel Saez, “Striking it Richer: The Evolution of Top Incomes in the United States (Updated), UC Berkeley, September 3, 2013, available at http://elsa.berkeley.edu/~saez/saez-UStopincomes-2012.pdf

[5] Oxfam Media Briefing, “The cost of inequality: how wealth and income extremes hurt us all.” (18 January 2013, Ref: 02/2013), http://www.oxfam.org/sites/www.oxfam.org/files/cost-of-inequality-oxfam-mb180113.pdf

[6] Another analysis comes to similar conclusions: “the richest 2% of adult individuals own more than half of all global wealth, with the richest 1% alone accounting for 40 per cent of global assets.” United Nations University, “The World Distribution of Houséold Wealth”, Discussion Paper No. 2008/03, February 2008, p. 7, available at: http://www.wider.unu.edu/publications/working-papers/discussion-papers/2008/en_GB/dp2008-03/

[7] Compare GDP Ranking, World Bank, http://data.worldbank.org/data-catalog/GDP-ranking-table and http://topics.bloomberg.com/bloomberg-billionaires-index/ and http://www.bloomberg.com/news/2013-04-03/top-100-billionaires-wealth-rose-to-2-029-trillion-table-.html (estimated wealth of top 100 billionaires is USD $2 trillion)

[8] See, Global Risks 2013, (Eighth Edition, International Monetary Fund), available at http://www.weforum.org/issues/global-risks. Associated risks included backlash against globalization, pervasive entrenched corruption, and global governance failure.

[9] Adam Bonica, Nolan McCarty, Keith T. Poole, and Howard Rosenthal, “Why Hasn’t Democracy Slowed Rising Inequality?”, Journal of Economic Perspectives, Vol. 27, No. 3, p. 113.

[10] Andrew G. Berg and Jonathan D. Ostry, “Inequality and Unsustainable Growth: Two Sides of the Same Coin?” (International Monetary Fund, 2011), (http://www.imf.org/external/pubs/ft/sdn/2011/sdn1108.pdf); see also, http://www.economist.com/node/21564413 and http://blog-imfdirect.imf.org/2011/04/08/inequality-and-growth/

[11] Andrew G. Berg and Jonathan D. Ostry, “Equality and Efficiency”, Finance & Development, September 2011, Vol. 48, No. 3, available at: http://www.imf.org/external/pubs/ft/fandd/2011/09/berg.htm

[12] Oxfam Media Briefing, “The cost of inequality: how wealth and income extremes hurt us all”, p. 2. As billionaire Nick Hanauer stated, “I can’t buy enough of anything to make up for the fact that millions of unemployed and underemployed Americans can’t buy any new clothes or cars or enjoy any meals out. Or to make up for the decreasing consumption of the vast majority of American families that are barely squeaking by, buried by spiraling costs and trapped by stagnant or declining wages.”

[13] “Costs Seen in Income Inequality”, New York Times, October 16, 2012, p. B-1 (online version “Income Inequality May Take Toll on Growth”, http://www.nytimes.com/2012/10/17/business/economy/income-inequality-may-take-toll-on-growth.html)

[14] See, e.g., John Rawls, A Theory of Justice (Cambridge: Harvard University Press, 1971),p. 53; John Rawls, Political Liberalism (Columbia University Press, 1996), pp. 5-6).

[15] See, e.g., “Global Ruling Class: Billionaires and How They ‘Made It’”, http://www.globalresearch.ca/global-ruling-class-billionaires-and-how-they-made-it/5159; Report of the [United Nations] Panel of Experts on the Illegal Exploitation of Natural Resources and Other Forms of Wealth of the Democratic Republic of the Congo, S/2002/1146, available at: http://www.un.org/news/dh/latest/drcongo.htm

[16] The Numerical Discourses of the Buddha (Anguttara Nikaya, translated by Bhikkhu Bodhi, Wisdom Publications (2012), p. 659.


Traduzido por Luciano Lemos
para o Centro de Estudos Buddhistas Nalanda
do artigo original publicado no Buddhist Global Relief
Para Distribuição Gratuita
2016 Edições Nalanda


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