Sep
27
2009
E eis que o retiro de 7 dias terminou em Garopaba/SC. O Centro da Montanha Encantada nos ofereceu um excelente espaço para a prática da meditação. Silêncio, boa alimentação, uma equipe zelosa em bem servir complementaram-se com as aulas de yoga que se sincronizaram perfeitamente com a prátiva meditativa e ensinamentos de Dhamma. É claro que o sucesso de um retiro é também proporcional à dedicação de seus participantes. Foram 21 praticantes que se dedicaram bem na prática de vipassana, uma alegria ver praticantes de todas as idades se dedicando à meditação e à reflexão dos ensinamentos atemporais do Buddha. Nesses dias alguns dos temas que pudemos abordar foram novas formas de olhar para
as quatro nobres verdades, as proteções verdadeiras que o praticante deve se cercar, a fórmula do apego, o modo gradual como o Buddha introduz as características do meditante e sua prática, uma nova tradução para os Brahmaviharas, além, é claro, das práticas tradicionais de samatha vipassana satipatthana.
Belos dias de sol quase todos os dias, com um leve frio pelas manhãs, marcaram o retiro, mas no dia da saída chuvas despencaram. Foi ‘São Jorge’ abrindo um tempo para praticarmos mas depois lembrando que o clima também é impermanente!
Sep
25
2009
por Ven. Dhammika
Duas chaves muito simples, porém difíceis de serem colocadas em prática, constituem os fundamentos da não-dualidade:
1- Esforçar-se para estar aqui e agora, do jeito que é.
2- Ser uno com o que está sendo, do jeito que é.
Lembrem-se que as impressões negativas e dolorosas do passado ganham força, seu impacto sobre nós, justamente porque não conseguimos dizer sim a elas, aceitá-las e, portanto, os acontecimentos são reprimidos e rejeitados. Por esses mesmos motivos, é o passado que nos impede de estar aqui e agora, de nos desapegar.
Encontramo-nos então na presença da palavra-mestra de nossas vidas, verdadeiro pilar de nossas vidas: a aceitação.
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Sep
21
2009
por Ven. Dhammika
No seu primeiro sermão feito em Benares, a ‘Roda da Lei’, o Buddha exprimiu aquilo que representa o coração de seu ensinamento. Ele disse:
“Esta é a primeira nobre verdade: tudo é dukkha. O nascimento é dukkha, a vida é dukkha, a velhice, a doença, a morte são dukkha. Estar unido àquilo que não se ama é dukkha. Não realizar seus desejos, não realizar suas necessidades são dukkha. Já que isto é um fato, então trabalhem sem descanso. Vocês devem ter três metas na vida, já que a vida é assim: a primeira meta é a de trabalhar para suprimir dukkha. Se esta nobre meta não pode ser alcançada, há uma segunda nobre meta, tão nobre quanto a primeira: contribuir para diminuir dukkha. Se não puderem nunca alcançar esta segunda nobre meta, resta-lhes a terceira, tão nobre quanto as duas primeiras: não acumular dukkha“.
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Sep
15
2009
Enquanto o Bem-Aventurado vivia em solidão este pensamento lhe ocorreu: “O Dhamma que percebi é profundo, difícil de ver, duro de compreender, pacífico e sublime, está além do mero raciocínio, é sutil e inteligível aos sábios. Mas esta geração se delicia, diverte e regozija nos prazeres sensuais. É difícil para esta geração ver esse condicionamento, essa originação dependente. Duro também é que veja o acalmar de todas as coisas condicionadas, a desistência de toda substância do vir-a-ser, a extinção do apego, a imparcialidade, a cessação, o Nibbana. E se eu ensinasse o Dhamma e outros não me compreendessem, isso seria cansativo e uma vexação para mim” [1].
Refletindo assim ele foi a princípio relutante em ensinar o Dhamma, mas sondando o mundo com seu olho mental, ele viu seres com um pouco de poeira nos olhos e com muita poeira nos olhos, com faculdades aguçadas e faculdades obtusas, com boas qualidades e ás qualidades, fáceis de ensinar e difíceis de ensinar, alguns alertas para os perigos de presentes malefícios, e outros não. O Mestre então declarou sua prontidão para proclamar o Dhamma neste pronunciamento solene:
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Sep
08
2009
Por uma semana imediatamente após a iluminação, o Buddha sentou-se aos pés de uma árvore Bodhi, experimentando a suprema graça da emancipação. Ao fim dos sete dias ele emergiu daquela concentração (samadhi) e na primeira vigília da noite refletiu sobre a Originação Dependente (paticca-samuppada) na ordem direta (anuloma) assim:
“Quando isto é, aquilo vem a ser; com o surgimento disto, aquilo surge; nomeadamente: dependente da ignorância, formações volitivas ou de kamma; dependente de formações volitivas, consciência (renascida); dependente da consciência, mentalidade-materialidade (combinação mental e física); dependente da mentalidade-materialidade, a base sêxtupla (os cinco órgãos dos sentidos físicos tendo a consciência por sexto); dependente da base sêxtupla, contato; dependente do contato, sensação; dependente da sensação, ânsia; dependente da ânsia, apego; dependente do apego, o processo de vir-a-ser; dependente do processo de vir-a-ser, vem o nascimento; dependente do nascimento surgem a velhice e a morte, tristeza, lamentação, dor, desgosto e desespero. Assim toda a massa de sofrimento surge”.
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Sep
03
2009
Meditação Vipassana & Yoga
20 a 27 de setembro 2009
Com Ricardo Sasaki, Joseph e Lilian Le Page
Garopaba/SC

O que é Meditação Vipassana:
Vipassana é um nome pelo qual a abordagem meditativa da tradição do Buddhismo Theravada veio a ser mais conhecida no Ocidente. Outras escolas buddhistas usam também essa palavra (frequentemente com significados um tanto diferentes), mas quando se escuta sobre ‘vipassana’ o mais provavelmente é que se está falando sobre sua origem na escola Theravada. Este tipo de meditação tem suas origens nos ensinamentos do Buddha, tal como podemos encontrar nas escrituras mais antigas e foi preservado por linhagens principalmente na Thailândia, Birmânia (Myanmar) e Sri Lanka.
Literalmente, Vipassana significa “visão clara” ou “visão profunda” e indica a experiência direta de percepção do real na vida cotidiana. Todo o ensinamento do Buda nos conduz a esta visão límpida da realidade tal como ela é, dissolvendo as lentes dos nossos condicionamentos que tendem a distorcer aquilo que estamos vendo.
Esta prática de meditação Vipassana é uma das que mais crescem nos EUA, Europa e Brasil, indicando que o ensinamento atemporal de Buda continua tão importante e útil como antigamente.
A quem se destina:
Este programa propicia a oportunidade para um período de prática intensa e aprendizado, num ambiente de paz e harmonia incluindo práticas de meditação dentro da natureza. Este retiro é aberto a todos que se sentem prontos a começar ou avançar em sua prática. Os retiros são realizados em silêncio e incluem práticas de meditação sentada e caminhando, palestras, instruções de meditação e aulas de yoga.
Mais informações
e inscrições pelo telefone: (48) 3254.2112 e email: programas [arroba] yogaencantada [ponto] com [ponto] br