Nov
01
2009
Quanto estamos conscientes da vida que vivemos? Quais as regras do jogo que jogamos? Quanto pagamos por aquilo que incluímos em nossas vidas? Nesta véspera de feriado de finados, quando deveríamos refletir sobre a morte e o morrer, a impermanência e nossas prioridades, uma áudioreflexão sobre a liberdade e nossas escolhas, no Jogo de Xadrez.
© Dhanapala, 10 de outubro de 2009 Curitiba/PR.
“O Jogo de Xadrez” – 46m45s
Sep
11
2008
O prof. de Dharma Ricardo Sasaki da Comunidade Buddhista Nalanda participa no próximo mês da conferência da Associação Internacional de Universidades e Instituições Buddhistas a ser realizada entre 13 e 16 de setembro em Bangkok/Thailândia. No painel acadêmico “Ética Buddhista e Juventude Atual”, ele faz a apresentação ao vivo “Sobre o Relacionamento Professor-Aluno desde a Perspectiva das Sociedades Tradicionais – com exemplos vindos das tradições hindu, buddhista, grega e cristã”.
Esse fórum de estudiosos e eruditos buddhistas congregará 2500 participantes, dos quais 1900 estudiosos thailandeses e 600 estrangeiros de mais de 30 países. 69 apresentarão trabalhos ao vivo. Alguns nomes de peso presentes, como Damien Keown (Journal of Buddhist Ethics), José Cabezón, Geshe Ngawang Samten, Ravindra Panth, S.K. Pathak, James Blumenthal, Ashin Nyanissara, Bela Bhattacharya, Asanga Tilakaratne e vários outros.
Na agenda da conferência, a primeira da associação, está o estabelecimento de uma rede de cooperação a nível administrativo, de currículo, ensinamento, pesquisa, literatura e tecnologia, unindo eruditos Theravada e Mahayana na troca de informação e aprendizado. Este primeiro encontro terá como tema “Buddhismo e Ética” e consistirá de 8 painéis: Economia, Educação, Juventude Atual, Literatura, Cultura Mental, Política, Ciência e Desenvolvimento Social.
Além da conferência, Ricardo Sasaki também estabelecerá outros contatos com amigos e professores buddhistas trabalhando em projetos afins. A partir da semana que vem será possível o acompanhamento online de algumas dessas atividades ou diretamente da conferencia.
Mar
23
2008
P:
Por que falamos de “tradição” buddhista?
RS: É importante diferenciar o quanto possível ‘tradição’ enquanto ‘costume’ e ‘hábito’ (um sentido moderno e inferior da palavra) e de outra parte enquanto conjunto dos princípios universais transmitidos por um ‘fonte espiritual’. O grande metafísico francês René Guénon diferencia estes dois sentidos como ‘tradicionalismo’ e ‘tradição’ respectivamente, mostrando como na maior parte das vezes representam até mesmo dimensões opostas e antagônicas. Entretanto na mente popular estes sentidos são frequentemente confundidos. O Dhamma (skr. Dharma), enquanto especulações empíricas e condicionadas pelas circunstâncias ou fenômenos culturais conectados apenas remotamente às fontes primeiras, não pode apropriadamente ser considerado parte da ‘tradição buddhista’, mas apenas circunstancialmente relacionado a ela. Dhamma (literalmente “aquilo que sustenta”) deveria preferencialmente ser identificado com princípios permanentes subjacentes à existência, e a tradição proveniente dele só haveria de ser chamada propriamente de tradição na medida em que é conforme a este sanantana dhammo, akaliko dhammo (Dhamma eterno, Dhamma fora do tempo, não condicionado por ele). Esse Dhamma fora do tempo deve ser distinguido do Dhamma no sentido popular.
Mar
19
2008
P: O Dhamma é eterno na Terra?
RS: Dependendo de em qual sentido se interprete a palavra “Dhamma” a resposta necessariamente será diferente. Enquanto a verdade descoberta pelo Buddha, se é realmente verdade, por definição é intemporal, não sujeita ao tempo, pelo simples fato de que aquilo que é verdade deve sê-lo sempre, senão simplesmente não seria verdade.
Mas na sua dimensão de ensinamento do Buddha e, portanto, presente no tempo, passa automaticamente a seguir a lei da impermanência. É, aliás, unânime em todas as tradições de sabedoria, que são um patrimônio da humanidade, a presença de ensinamentos quanto ao desaparecimento gradual dos ensinamentos espirituais, Continue Reading »