O Poder da Vigilância – 2a parte

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~Ven. Nyanaponika Thera ~

2. O Procedimento não-coercitivo

Obstáculos à Meditação

Tanto o mundo que nos rodeia quanto o mundo de nossas próprias mentes estão cheios de forças conflitantes e hostis que nos causam dor e frustração. Sabemos a partir de nossa experiência que não somos fortes o bastante para enfrentar e conquistar todas essas forças antagônicas em um combate aberto. No mundo externo não podemos ter tudo exatamente como queremos, enquanto que no mundo interior da mente, nossas paixões, impulsos e caprichos frequentemente vão além daquilo que nos aconselham o dever, a razão e nossas mais elevadas aspirações.

Aprendemos ulteriormente que geralmente uma situação indesejável apenas irá piorar se usamos pressão excessiva contra ela. Desejos apaixonados podem crescer em intensidade se tentamos silenciá-los através de simples força de vontade. Disputas e brigas prosseguirão indefinidamente e se tornarão mais violentas caso sejam repelidas de novo e de novo por respostas violentas ou por tentativas vãs de derrubar os outros de suas posições. Um distúrbio durante o trabalho, descanso ou meditação será sentido com mais força e terá um impacto mais duradouro se reagimos com raiva e ressentimento e tentamos suprimi-lo.

Desse modo, sempre nos deparamos com situações na vida em que não podemos forçar as coisas. Mas sempre podemos encontrar caminhos para controlar as vicissitudes da vida e os conflitos da mente sem aplicação de força. Meios não-violentos geralmente dão certo onde a coerção interna ou externa falha. Satipaṭṭhāna é esse meio não-violento de conduzir a vida e a mente. Pela aplicação metódica da atenção pura, a prática básica para o desenvolvimento da vigilância correta, todos os poderes latentes em uma abordagem não-coercitiva gradualmente revelam-se, com seus resultados benéficos, e suas amplas e inesperadas implicações.

Nesse contexto, estamos interessados especialmente nos benefícios de Satipaṭṭhāna para a maestria da mente, e para o progresso na meditação que pode resultar de um procedimento não-coercitivo. Mas, ocasionalmente, observaremos as repercussões desse método na vida do dia-a-dia. Não será difícil para um leitor atento fazer aplicações mais detalhadas a seus próprios problemas.

As forças antagônicas que aparecem na meditação e que são capazes de perturbar seu curso suave são de três tipos:

1 – Distúrbios externos, como por exemplo, o barulho;

2 – Impurezas (kilesa) mentais, tais como luxúria, raiva, inquietude, insatisfação ou preguiça, que podem surgir a qualquer momento durante a meditação; e

3 – Vários pensamentos fortuitos incidentais, ou render-se ao sonhar acordado.

Tais distrações são as grandes pedras de tropeço para um iniciante em meditação que não adquiriu ainda destreza suficiente para lidar com eles efetivamente. Dar atenção a esses fatores perturbadores apenas quando de sua atual aparição à mente durante a meditação é insuficiente. Caso nossas defesas sejam pegas despreparadas, lutaremos a esmo e de modo pouco efetivo, e com um sentimento de irritação que por si mesmo será um impedimento adicional. Se perturbações de qualquer tipo e reações inexperientes a elas ocorrem muitas vezes durante uma sessão de meditação, nos sentiremos completamente frustrados e irritados, e desistiremos de tentar meditar, pelo menos neste momento.

De fato, mesmo meditantes bem informados graças a livros ou a um professor sobre todos os detalhes quanto a seus objetos de meditação, não sabem como lidar de modo habilidoso com os distúrbios que possam eventualmente encontrar. O sentimento de impotência diante de tais distúrbios é o maior obstáculo para o iniciante na meditação. Nesse estágio, muitos aceitam a derrota, abandonando prematuramente qualquer esforço posterior em relação à prática metódica. Assim como é nos assuntos mundanos, também na meditação o modo como lidamos com as dificuldades iniciais é geralmente decisivo para o sucesso ou fracasso.

Quando diante de obstáculos internos ou externos, o iniciante sem experiência ou instrução tende a reagir de duas maneiras. Primeiro ele tentará eliminar os obstáculos suavemente e, caso falhe, tentará suprimi-los mediante simples força de vontade. Mas esses obstáculos são irritantes como moscas: quando os espantamos – primeiro suavemente e depois com vigor e raiva crescentes – podemos ser bem sucedidos e afastá-los por alguns momentos, mas normalmente eles retornam com uma constância exasperante, e todo esforço produzido ao tentar espantá-los resultará apenas em um distúrbio adicional para o já enfurecido meditante.

Satipaṭṭhāna, através do método da atenção pura, nos oferece uma alternativa não violenta para aquelas tentativas fúteis e mesmo prejudiciais de supressão pela força. Um procedimento não-violento de controle mental, para ser bem sucedido, tem de começar com a atitude correta. Em primeiro lugar, devemos saber claramente e aceitar o fato de que aquelas três forças antagônicas habitam o mundo em que vivemos, queiramos ou não. Nossa desaprovação frente a elas não irá mudar esse fato. Com algumas podemos chegar a algum tipo de acordo, e quanto às outras, as impurezas mentais, devemos aprender como lidar com elas efetivamente até que sejam finalmente conquistadas.

1. Visto que não somos os únicos habitantes deste mundo densamente povoado, há território para distúrbios externos de vários tipos, tais como barulho e interrupção por visitas. Não podemos viver sempre em esplendido isolamento, não perturbados pelo barulho de homens e cães, ou em torres de marfim acima da multidão. Meditação correta não é escapismo; não quer dizer providenciar esconderijos para temporários esquecimentos de si. A meditação correta tem o objetivo de treinar a mente para encarar, compreender e conquistar este mundo em que vivemos. E este mundo, inevitavelmente, inclui numerosos obstáculos para a vida de meditação.

2. O mestre de meditação de Myanmar (Birmânia), o venerável Mahasi Sayadaw disse: ‘Em uma pessoa mundana não-liberta, as impurezas mentais irão surgir de novo e de novo. Ele deve aceitar esse fato e conhecer bem as impurezas de modo a aplicar de novo e de novo o remédio apropriado de satipaṭṭhāna. Assim, elas irão se tornar mais fracas, de vida mais breve, e finalmente desaparecerão. Conhecer os modos de ocorrência e a natureza das impurezas é, portanto, tão importante para um meditante quanto saber a respeito da ocorrência de seus pensamentos nobres.

Ao encararmos nossas próprias impurezas, somos chamados a aumentar nossos esforços para eliminá-las. Por outro lado, se tentamos desviar o olhar devido a um falso senso de vergonha ou orgulho, nunca as encararemos verdadeiramente, e evitaremos assim, o encontro final e decisivo. Ao tentarmos atingir as impurezas cegamente, tudo que conseguimos é ficar exaustos ou mesmo feridos. Mas, mediante observação cuidadosa de sua natureza e comportamento quando surgem em nossas mentes, nos tornamos preparados para encará-las, impedi-las e finalmente bani-las completamente. Portanto, encare suas impurezas com um olhar livre e aberto! Não se sinta envergonhado, assustado ou sem coragem!

3. O terceiro grupo de obstáculos para a mente do meditante são pensamentos fortuitos e o sonhar acordado. Esses podem consistir de várias memórias e imagens do passado recente ou remoto, incluindo aquelas que emergem das profundezas do subconsciente; pensamentos acerca do futuro – planos, fantasias, medos, esperanças; e as percepções dos sentidos casuais que possam ocorrer durante a meditação, geralmente trazendo consigo uma longa cadeia de ideias associadas. Onde quer que a concentração e a vigilância afrouxem, o pensamento fortuito ou o sonhar acordado aparecem e preenchem o vácuo. Embora por si mesmos eles pareçam insignificantes, devido a sua ocorrência frequente eles formam um obstáculo formidável, não só para o iniciante, mas em todos os casos nos quais a mente está tensa ou distraída. Entretanto, quando esses invasores podem ser mantidos encurralados, podemos alcançar até mesmo longos períodos de meditação. Como no caso das impurezas mentais, pensamentos fortuitos serão completamente excluídos somente no estágio de Arahant, quando a perfeita vigilância então alcançada proporciona uma vigília incessante na porta da mente.

 

Se quisermos modelar nossa atitude a partir do que foi dito acerca dos três tipos de fatores que atrapalham a meditação, é preciso antes de tudo que tais informações sejam totalmente compreendidas e absorvidas por nossa mente. Assim, nesses três obstáculos à meditação, a nobre verdade do sofrimento irá se manifestar ao meditante de modo muito incisivo através de sua própria experiência: Não obter aquilo que se deseja é sofrimento. As três outras nobres verdades podem ser exemplificadas com referência à mesma situação. Desse modo, mesmo quando estiver lidando com os impedimentos, o meditante estará sob o domínio de Satipaṭṭhāna. Ele se tornará consciente das Quatro Nobres Verdades – uma parte importante da contemplação dos objetos mentais (dhammanupassanā).  É, ao mesmo tempo, uma característica e uma tarefa da Vigilância Correta, aproximar as experiências atuais da vida à verdade do Dhamma, e usá-las como oportunidades para sua realização prática. Já nesse estágio preliminar devotado à elaboração de uma atitude correta e útil, temos o primeiro teste bem sucedido para nossas armas pacíficas: compreendendo nossos adversários melhor, temos nossa posição, que antes era enfraquecida devido ao elemento emocional, fortalecida; e transformando tais adversários em professores das (quatro nobres) verdades, ganhamos nossa primeira vantagem sobre eles.

Três Contramedidas

Caso estejamos de fato preparados para ver de modo realista os três obstáculos à meditação, nos sentiremos menos inclinados a reagir com irritação imediatamente quando de sua aparição. Estaremos em uma posição emocionalmente melhor para enfrentá-los com as armas não-violentas das quais falamos.

Existem três instrumentos para conter as perturbações que surgem na meditação. Os três devem ser sucessivamente aplicados caso o seu precedente falhe em sua tentativa. Todos são aplicações da atenção pura; diferem quanto ao grau e duração da atenção dada à perturbação. A regra básica é esta: não dar maior ênfase mental à perturbação do que o requerido pelas circunstâncias.

1. Em primeiro lugar, devemos perceber a perturbação clara e suavemente, ou seja, sem ênfase de qualquer tipo e sem atentar aos detalhes. Após esse breve ato de percepção, devemos tentar retornar ao objeto original de meditação. Caso a perturbação seja fraca ou nossa concentração forte, podemos ser bem sucedidos em retomar a contemplação. Nesse estágio, é preciso ter o cuidado de não se envolver em nenhum tipo de conversa ou discussão com o intruso, pois fazendo isto, estaríamos dando a ele uma razão para ficar mais um pouco; e em um grande número de casos, a perturbação parte rápido, como um visitante que não é calorosamente recebido. Essa rápida despedida geralmente permite que retornemos à nossa meditação original sem sérios distúrbios quanto à postura de nossa mente.

O instrumento não-violento aqui é: aplicar a atenção pura à perturbação, mas com um mínimo de resposta a mesma, e com uma mente propensa a retirar-se. Esse é precisamente o caminho que o próprio Buddha lidava com visitantes inoportunos, como é descrito no Mahasuññata Sutta: …com uma mente propensa à reclusão… e ao retirar-se, sua conversação pretendendo o afastamento (daqueles visitantes). Ideia similar encontramos no conselho que Śantideva nos dá ao lidarmos com tolos: se não se pode evitá-los, deve-se tratá-los com a indiferença polida de um cavalheiro.

2. Entretanto, caso a perturbação persista, devemos repetir a aplicação da atenção pura de novo e de novo, calma e pacientemente; e pode ser que a perturbação suma quando perder sua força. Aqui, a atitude é enfrentar a ocorrência repetida de uma perturbação com um reiterado Não, uma recusa determinada de ser desviado de seu próprio curso. Essa é a atitude de paciência e firmeza. A capacidade para observação atenta recebe ajuda da capacidade de esperar e manter-se firme em seu lugar

Esses dois instrumentos geralmente serão suficientes para pensamentos fortuitos e o sonhar acordado, que são de natureza breve. Mas os outros dois tipos de perturbações, as externas e as impurezas, podem também produzir-se com regularidade.

3. Mas, se por alguma razão, elas não cedem, deve-se voltar toda atenção deliberadamente ao distúrbio transformando-o num objeto de conhecimento. Dessa forma, podemos convertê-lo de distúrbio em legítimo objeto de meditação. Pode-se continuar com esse objeto até que sua causa externa ou interna tenha cessado, ou, se se mostrar satisfatório, podemos retê-lo pelo resto da sessão.

Por exemplo, quando perturbados por um barulho persistente, devemos dar ao barulho nossa atenção indivisa, mas devemos tomar o cuidado de distinguir o objeto de nossa reação ao mesmo. Caso surja ressentimento em nós, isso deve ser claramente reconhecido em sua própria natureza assim que acontecer. Ao fazer isso, estaremos praticando a contemplação dos objetos mentais (dhammanupassanā) de acordo com a seguinte passagem do Satipaṭṭhāna Sutta: “Ele conhece o ouvido e os sons, e o grilhão (p.ex. ressentimento) que surge através de ambos”. Se o barulho é intermitente ou de intensidade variada, podemos facilmente discernir o surgir e perecer (udayabbaya) em sua ocorrência. Isso pode ser adicionado ao nosso insight acerca da impermanência (aniccatā).

A atitude diante de impurezas mentais recorrentes tais como pensamentos de luxúria e inquietação, deve ser similar. Devemos encará-los diretamente, mas sabendo distingui-los das próprias reações a eles, tais como conivência, medo, ressentimento, irritação. Ao fazer isto, estamos nos valendo do recurso chamado nomear, que nos propiciará alcançar os benefícios acima mencionados. Quando diante das ondas recorrentes de paixão ou inquietação, devemos, da mesma forma, aprender a distinguir fases graduais de alto e baixo, seus altos e baixos, e podemos, assim, aumentar nosso conhecimento acerca de seu comportamento. Procedendo dessa forma, estamos nos mantendo dentro do espectro de Satipaṭṭhāna mediante a prática da contemplação do estado mental (cittanupassanā) e dos objetos mentais (dhammanupassanā: atenção aos obstáculos).

Esse método de transformar distúrbios à meditação em objetos de meditação, tão simples quanto sábio, pode ser considerado a culminância do procedimento não-violento. É um mecanismo muito próprio do espírito de Satipaṭṭhāna fazer uso de todas as experiências como auxílios no caminho. Dessa forma, inimigos se convertem em amigos; pois todos esses distúrbios e forças antagônicas se tornaram nossos professores; e professores, quem quer que sejam, devem ser considerados amigos.

Não podemos deixar de citar aqui uma passagem de um pequeno livro digno de nota, O Pequeno Serralheiro de Katherine Butler Hathaway, um tocante documento humano de fortitude e sabedoria prática adquirida através do sofrimento:

Estou chocada pela ignorância e desperdício com que as pessoas mais inteligentes jogam fora as coisas de que não gostam. Elas jogam fora experiências, pessoas, casamentos, situações, todo tipo de coisas porque não gostam. Se você joga algo fora, já era. Onde você tinha algo, agora não tem nada. Suas mãos estão vazias, não há nada em que trabalhar. Ao passo que quase todas as coisas que são jogadas fora podem ser trabalhadas, e com um pouco de mágica se transformam no oposto do que eram… Mas a maioria dos seres humanos nunca lembra que em quase toda má situação existe a possibilidade de uma transformação graças a qual o indesejável se torna desejável.

Dissemos antes que a ocorrência dos três obstáculos não pode ser sempre evitada. Eles são partes do nosso mundo, e seu surgir e perecer segue suas leis próprias independentes de nossa aprovação ou desaprovação. Mas, mediante aplicação da atenção pura podemos evitar ser arrastados por eles. Tomando a vigilância como nosso solo seguro, podemos repetir em um grau mais modesto, mas de um modo essencialmente idêntico, a situação histórica sob a Árvore Bodhi. Quando Māra, o tentador, à frente de seu exército, clamou o solo no qual o futuro Buddha sentava, esse se recusou a sair. Confiando no poder da vigilância, podemos repetir confiantes a aspiração do Bodhisatta naquela ocasião: Ma mam thana acavi! “Não possa ele (Māra) mover-me deste lugar!” (Padhana Sutta).

Deixe que os intrusos venham e vão. Como todos os outros membros daquela vasta procissão de eventos mentais e físicos que desfilam diante de nossos olhos observadores na prática da atenção pura, eles surgem, e tendo surgido, eles perecem.

Nossa vantagem aqui é o fato óbvio de que dois pensamentos não podem estar presentes ao mesmo tempo. A atenção se refere, estritamente falando, não ao presente, mas ao momento que acabou de passar. Assim, tanto tempo quanto a vigilância esteja no comando, não haverá distúrbio ou pensamento impuro. Isso nos dá a chance de nos colocarmos no solo seguro de um posto de observação, nosso próprio possível trono de iluminação.

Mediante a influência tranquilizadora e neutralizadora da observação imparcial como aplicada em nossos três instrumentos, as interrupções na meditação irão gradativamente perder seu poder de nos irritar, e, por conseguinte, seu efeito perturbador. Isso provará ser um ato de autêntico virāga (imparcialidade), que significa literalmente descoloração. Quando essas experiências são despidas do seu toque emocional que provocam luxúria, aversão, irritação e outras impurezas da mente, irão aparecer em sua verdadeira natureza como simples fenômenos (suddha-dhamma).

O procedimento não-violento da atenção pura dota o meditante com o suave, mas essencial, toque para lidar com a natureza sensível, evasiva e refratária da mente. Também o habilita a lidar suavemente com as várias situações difíceis e obstáculos encontrados no dia-a-dia. Para ilustrar a qualidade da energia requerida para alcançar as absorções meditativas, O Caminho da Purificação (Visuddhimagga) descreve um teste que os estudantes de cirurgia dos tempos antigos tinham que fazer para provar suas habilidades. Uma folha de lótus era colocada em uma tigela de água, e o estudante tinha que fazer uma incisão na folha sem cortá-la inteiramente ou submergi-la. Aquele que aplicava uma força excessiva ou cortava a folha em duas ou a afundava na água; enquanto aquele excessivamente cuidadoso, não ousava sequer arranhá-la. De fato, algo como a mão firme e gentil de um cirurgião é necessária no treinamento mental, e esse toque habilidoso e equilibrado será o resultado natural do procedimento não-violento na pratica da atenção pura.

 


 

Traduzido por Derley Menezes Alves
para o Centro de Estudos Buddhistas Nalanda
em acordo com os detentores do copyright
© da tradução, 2006 Edições Nalanda


Nota: “O Poder da Vigilância
é uma investigação acerca do objetivo da atenção pura e das principais fontes de sua força. Ele consiste de um ensaio a respeito de um dos conceitos fundamentais na prática da meditação buddhista, escrito pelo venerável Nyanaponika Thera, um dos primeitos monges ocidentais da era contemporânea


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